Agir Comportamento

O QUE HÁ DE MAIS PERIGOSO DO QUE UMA PESSOA CRUEL, CONVENCIDA QUE É UMA BOA PESSOA?

Percebo que venho escrevendo sempre iniciando com indagações.

Espero que assim, seja possível trazer reflexões sobre o que tenho em mente.

Hoje, me deparo com esta frase e me pareceu apropriada para questionamentos, afinal, quem nunca escutou a frase “só quero o seu bem” e muitas vezes o que é “bem” para o outro, não precisa ser para mim.

Além de que muitas vezes, tal afirmação, gerar culpa, pois afinal, a tal pessoa, “só quer meu bem”. Será mesmo? E assim, quem é sensível e inseguro, começa a duvidar de si e fica submetido a quem é “tão bom e preocupado”.

Percebo que se alguém realmente quiser o bem de alguém, será respeitando e aceitando cada um como é. Criticar e julgar quem quer que seja é uma forma confortável de se ocupar do outro, e assim, não precisar examinar quem é, o que faz e eventualmente o que pode  causar  em quem se relaciona.

bondade X crueldade

Crueldade e maldade existem em cada um de nós. Exerce-la é uma escolha.

O problema, são pessoas que não percebem, nem desejam saber se causam mal-estar no outro! Além disso, estão convencidas que são boas pessoas. Ai não tem jeito!

Se não existe dúvida, nem questionamento, se o examinar não acontece, não existe mudança!

Ter dúvida, é a condição necessária para que haja um início de questionamento e quem sabe, mudança. A reflexão pode trazer novas ideias e esclarecimentos.

O problema são as certezas que endurecem e cristalizam uma forma de ser.  Que frequentemente, machuca e impede o crescimento. Fica assim, estabelecida uma relação de mando e crueldade, onde o “bondoso” submete  quem duvida de si .

Até a próxima publicação!

Miriam

mhalperng@gmail.com

Miriam Halpern

Miriam Halpern

Miriam Halpern, Psicóloga, mãe e avó. Hobby preferido, viajar e conhecer o modo de vida de outros países e culturas.
Fiz psicologia, já com os 3 filhos em casa. Fui mãe tempo integral durante 8 anos, ate que, estimulada por problemas domésticos (o filho do meio nasceu
deficiente auditivo), procurei me profissionalizar em escutar e ajudar famílias que passavam pelo mesmo que eu. Desde então não parei de estudar e trabalhar.
Após o curso de psicologia, fiz formação em Psicanálise na Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, instituição ligada a International Psychoanalitical Association de Londres, da qual sou membro efetivo e
docente.
Não satisfeita, fiz mestrado em Distúrbios do Desenvolvimento, na Universidade Mackenzie, pois queria me familiarizar com o Desenvolvimento Humano e nas relações inicias que nos constitui como humanos.
Hoje, mais tranquila, quero dividir minhas experiências, contar e ouvir.

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