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11 atitudes (fundamentais) para orientar sua vida…

Simples atitudes que devemos colocar em prática para uma vida de qualidade!

Professor Inglês Clyde S. Kilby (1902 – 1986) distribuía cópias mimeografadas deste “guia” aos seus alunos no início de cada semestre.

  1. De vez em quando, olharei para trás, com o frescor da visão que tinha na infância, e tentarei ser ao menos por algum tempo, nas palavras de Lewis Carrol, “a criança da fronte pura e límpida e olhos sonhadores de pasmo”.
  1. Pelo menos uma vez por dia contemplarei o céu com toda a calma e me lembrarei de que eu, uma consciência consciente, estou num planeta a viajar no espaço repleto de coisas extraordinariamente misteriosas acima de mim e ao meu redor.
  1. Em vez da ideia comum de uma mudança evolutiva interminável e aleatória à qual nada podemos acrescentar nem da qual nada podemos subtrair, imaginarei o universo regido por uma Inteligência que, como disse Aristóteles acerca do teatro grego, requer início, meio e fim. Acho que isso me livrará do cinismo expresso por Bertrand Russel antes de sua morte, quando disse: “Há trevas exteriores e, quando eu morrer, haverá trevas interiores também. Não há esplendor, nem vastidão, só a trivialidade do momento e, depois, o nada”.
  1. Não cairei na falsidade de que este dia, ou qualquer dia, são meramente outras 24 horas vagas e arrastadas; antes, acreditarei que são um acontecimento único e, assim espero, repleto de potencialidades preciosas. Não serei tolo o bastante para imaginar que os problemas e o sofrimento são parênteses maus em minha existência; compreenderei, isto sim, que são como escadas para subir rumo à maturidade moral e espiritual.
  1. Não farei de minha vida uma linha reta estreita que prefere abstrações à realidade. Estarei consciente do que estou fazendo quando fizer uma abstração, o que, é claro, farei com frequência.
  1. Não aviltarei minha própria singularidade por inveja dos outros. Deixarei de importunar-me na tentativa de descobrir a que categorias psicológicas ou sociais pertenço. Sobretudo, simplesmente deixarei de pensar em mim e farei meu trabalho.
  1. Abrirei os olhos e os ouvidos. Todos os dias, contemplarei uma árvore, uma flor, uma nuvem, uma pessoa. Não me preocuparei de modo algum em perguntar o que são, mas simplesmente me alegrarei com o fato de que são. Hei de permitir-lhes, com grande júbilo, o mistério daquilo que Lewis chama de existência “divina, mágica, assustadora e arrebatadora”.
  1. Seguirei o conselho de Charles Darwin e me voltarei amiúde a coisas imaginativas, como a boa literatura e a boa música, de preferência, como sugere C. S. Lewis, livros antigos e música atemporal.
  1. Não permitirei que as investidas malignas deste século usurpem todas as minhas energias, mas, ao contrário, como sugere Charles Williams, “viverei cada momento como o momento”. Tentarei viver bem agora porque o único momento que existe é agora.
  1. Por nada mais que uma mudança de visão, tomarei como pressuposto que meus ancestrais procedem dos céus, não das cavernas.
  1. Ainda que venha a descobrir-me equivocado, apostarei minha vida na convicção de que este mundo não é idiota, nem regido por um senhor ausente, mas que hoje, hoje mesmo, alguma pincelada está sendo acrescentada à tela cósmica que, no devido tempo, compreenderei com alegria como uma pincelada feita por um pintor que chama a si mesmo de Alfa e Ômega.

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Este artigo foi uma tradução de William Campos da Cruz originalmente publicado no Medium.com

Pedro José Domingues

Pedro José Domingues

Minha caminhada sempre foi na área de exatas. Sempre tive interesse em conhecer mais profundamente “como as coisas funcionam” e assim acabei indo para a Engenharia. Me formei pela FEI (1986) em Eletrônica no início da informática no Brasil – Reserva de Mercado – para quem conhece (hoje em dia conhecida como TI – Tecnologia da Informação).

Passei por diversas e excelentes empresas, trabalhando desde desenvolvimento de produtos e participando de grandes projetos dentro da área e sempre com grande curiosidade na área de Humanas, o que me fez decidir por uma pós graduação em Gestão de TI, onde diminuiria a parte técnica e lidava mais com pessoas e processos (relações de tecnologia com o comportamento humano). Depois de tantos anos estudando, agora é o momento máximo, onde esta interação com tecnologia está mais presente e de onde tirarei minhas inspirações para os textos que aqui apresentarei: reflexões sobre a revolução digital e o futuro de tudo!

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